Circuito Cultural 2017

Publicado
12 de Jun
2017

Orquestra de Câmara de Ouro Branco, além de tocar em sua casa, apresenta-se em Ouro Preto e Belo Horizonte em junho

Grupo formado por jovens músicos realiza concerto nos dias 24 e 25  na Fazenda Pé do Morro (Ouro Branco), na Fundação de Educação Artística (BH) e na Casa da Ópera (Ouro Preto)

Orquestra de Câmara de Ouro Branco, grupo pertencente à Casa de Música de Ouro Brancodá continuidade à série de concertos que realiza por Minas Gerais no Circuito Cultural 2017. O grupo se apresenta no dia 24 de junho (sábado), na Capela de Santana da Fazenda Pé do Morro, em Ouro Branco, às 20h, e no dia 25 de junho (domingo) na Fundação de Educação Artística de Belo Horizonte, às 11h, e no Teatro Municipal – Casa da Ópera de Ouro Preto, às 20h.

Criada em 2001, a Orquestra de Câmara de Ouro Branco é formada por cerca de 20 alunos das oficinas de instrumentos da Casa de Música de Ouro Branco. Um dos objetivos do jovem grupo jovem é valorizar e incentivar a composição contemporânea de música erudita, além de apresentar também um repertório de abrange compositores dos mais diversos períodos.

Com regência de Marcos Silva Santos,  a Orquestra de Câmara de Ouro Branco executa em junho um repertório desafiador, composto integralmente por danças. O concerto será norteado pela relação umbilical entre a música e a dança. “Em muitas culturas, ambas as expressões são designadas pelo mesmo termo. A escolha por tal eixo temático permite a elaboração de um programa transversal, que tangencia diferentes períodos da história da música, bem como explora coloridos sonoros específicos de diversas partes do globo”, explica o regente.

As reuniões na casa do editor de música russo Mitrofan Belyayev nas noites de sexta-feira envolviam os maiores compositores russos da época, incluindo Rimsky-Korsakov e Borodin, e renderam uma coleção de partituras com o título de “Les Vendredis” ( “As sextas-feiras”). “A Polka que abre o concerto é retirada de tal publicação e é um raro caso de composição colaborativa entre três russos: Nikolay Sokolov, Alexander Glazunov e Anatoly Liadov. Em seguida executamos a Valsa, segundo movimento da Serenata para Cordas Op. 22, uma das mais conhecidas obras do checo Antonin Dvorak”, relata Marcos.  Além do aspecto que se refere mais diretamente à dança, ou seja, o movimento intrínseco característico da Valsa, a obra de Dvorak é especialmente rica em harmonia e melodias.

Na sequência, a orquestra apresenta St. Paul`s Suite, do inglês Gustav Holst. Entre as tantas obras que Holst escreveu para a escola de música St. Paul, em que lecionou por muitos anos, essa suíte é a de maior relevo e foi dedicada à escola como uma homenagem. Segundo o regente, nessa obra temos, além da Giga inicial (dança rápida com alternância de compassos 6/8 e 9/8), e da marcha triunfal final, duas danças mais livres como movimentos centrais: Ostinato e Intermezzo.

A peça seguinte do repertório é Romanian Folk Dances, Sz. 68, do húngaro Béla Bartók. Após um período de quase dois anos sem compor, devido a um certo abatimento emocional causado pela I Guerra Mundial, Bartók compõe uma série de obras importantes no ano de 1915, entre elas as Danças Populares Romenas. Depois de algumas viagens à região da Transilvânia, Bartók resolve utilizar os registros musicais que fez junto aos povos nativos como base para sua música. Segundo o próprio compositor húngaro, havia naquela música popular uma riqueza de ritmos, timbres e harmonias peculiares muito interessantes para serem tomados como material composicional.

A admiração de Astor Piazzolla por Bela Bartók está registrada em palavras: “Debaixo da minha cama há uma foto de Bártok. É meu ídolo!” e também no tango Tres Minutos con la Realidad que o compositor argentino escreveu em 1957 após ouvir o segundo concerto para violino do compositor húngaro. É essa obra que encerra o concerto da Orquestra de Câmara de Ouro Branco. “Piazzola adotou a mesma prática de seu ídolo e compôs um tradicional tango a partir de uma escala Bartokiana de oito sons que alterna tons inteiros e semitons”, explica o regente.

A entrada nos concertos de Ouro Branco e Ouro Preto é gratuita. Na Fundação de Educação Artística, as entradas custam R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira).

A Casa de Música conta com patrocínio da Gerdau e Milplan através das Lei Federal de Incentivo à Cultura, Fundo da Infância e Adolescência e conta com o apoio da Fundação de Educação Artística, Hotel fazenda Pé do Morro, Hotel Verdes Mares e Casa da Ópera de Ouro Preto.

Serviço

Concertos Orquestra de Câmara de Ouro Branco

Circuito Cultural 2017

Regência: Marcos Silva Santos

24 de junho - Sábado 

20h00 - Capela de Santana do Hotel fazenda Pé do Morro

(Rodovia MG 129, Km 174, Ouro Branco)

Entrada gratuita

25 de junho - Domingo

11h - Manhãs Musicais - Fundação de Educação Artística-

(R. Gonçalves Dias, 320 - Funcionários, Belo Horizonte)

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 reais (meia)

19h - Casa da Ópera

(R. Brg. Musqueira, 104, Ouro Preto)

Entrada gratuita

Programa

Sokolov, Glazunov, Liadov  Polka (Les Vendredis)

A. Dvorak  Serenata para Cordas, Op. 22

II – Tempo di Valse

G. Holst  St. Paul`s Suite, Op. 29 No. 2

  I – Jig

  II – Ostinato

  III – Intermezzo

  IV – Finale (The Dargason)

B. Bartók  Romanian Folk Dances, Sz. 68

  I – Jocul cu Bâta

  II – Brâul

  III – Pe Loc

  IV – Buciumeana

  V – Poarga Romaneasca

  VI – Manuntel

A. Piazzolla  Tres Minutos con La Realidad

Casa de Música de Ouro Branco

A Casa de Música é uma entidade sem fins lucrativos que desenvolve ações na área de ensino e divulgação da música erudita. Criada em 2001 por um grupo de professores e pais de alunos, a entidade tem como principais objetivos promover a difusão e a divulgação do acesso à música, criar alternativas de inserção e incentivar o intercâmbio cultural e a carreira de jovens músicos.

Mais informações: www.casademusica.org